"Quando avistei os amigos, meu coração disparou. Será que seria uma noite de ação? Romance? Ou de decepção? Secretamente eu agradeci. Depois das "cartas na mesa", da falta de palavras, não sei se gostaria de vê-lo. Não sei se gostaria de encontrá-lo numa noite com riscos de vê-lo nos braços de outra ou se conseguiria apenas cumprimentá-lo e ir embora. Não sei o que aconteceria. Ainda mais quando essa pessoa consegue dizer as coisas mais inacreditáveis sorrindo... Nada acontece por acaso".
"Seu marido ia entrar, mas desistiu..." dou uma risadinha sem graça e entro na brincadeira: "Meu estado civil ainda é de solteira...". Mas tarde: "As histórias que ele te conta são as melhores, né? Ele é incrível! Naquele dia que eu liguei para ele as oito horas da manhã, ele disse que você queria matá-lo! hehehhehe ele é muito engraçado! Consegue contar uma mentira sorrindo!".
Por hoje é só. Aquele lugar estava lotado. Muita gente conhecida, muito calor e o show do Toni Garrido iria ficar para outro dia. Queria minha casa, minha cama e meu travesseiro. Queria entender o que eu estava sentindo, o que meu coração tentou me dizer e quais os estragos as palavras ouvidas me causaram.
Um vazio me atinge. Deixo para pensar depois. Quer dizer pensar em que? Talvez no lugar dele agisse da mesma forma. Qual o homem que não quer uma mulher bonita para encontrar às vezes e passar um bom momento? Pra que dia seguinte? Pra que dar continuidade, se a coisa mais fácil é encontrar pessoas dispostas a viver apenas uma noite? Porque se dar ao trabalho de gostar de alguém? Trabalho? É, virou um trabalho, uma missão, que nem James Bond conseguiria cumprir: Gostar de alguém.
Beijos
@ludfigueira