“As luzes estão voltadas para nós. É agora! Não vai me convidar para dançar? Guardei esse momento para compartilhar com alguém que valesse a pena. Valer à pena? Como posso saber... Bom, vou modificar essa frase: “...Com alguém que tentasse entender a língua que falo”.
Já imaginou o que o outro sofre, enfrenta, para entender e conseguir decifrar o que você fala? Acho que em nenhum curso de idiomas “ele” conseguiria entender, mas, garanto que na escola da vida dos relacionamentos, ele passaria com 10 nessa matéria de entender o outro.
Muitos sofrem justamente por isso: dificuldade de aprender a lidar com o outro, dificuldade em entender o que o outro fala. Alguns desistem, outros passam por cima, muitos cansam e batem a porta e poucos se esforçam a compreender esse idioma difícil falado pelo coração.
Escuto muita gente falando: ‘ Meu namorado fala A e eu falo B’, ‘Nossa! Não entendo o que ele fala!’, ‘Brigamos porque um não consegue entender o outro!’
Já tentou primeiro conhecer, se interessar por tudo que rodeia o outro? Já quis conhecer de verdade quem é a pessoa que está ao seu lado? De verdade, fala para mim: Já se interessou em conhecer a parte chata do outro? Aquela que o outro tenta esconder e a que você tenta evitar?
Pois é. Para entender o idioma do outro é necessário um conhecimento mais avançado sobre quem é esse outro. Esse ser que você diz ‘eu te amo’ mas não consegue entender, muitas vezes o que ele diz.
Gostar do outro, amá-lo, requer provas de conhecimento. É preciso estudo, empenho e dedicação. Ás vezes, é necessário virar uma noite procurando uma solução para aquele problema, é importante escutar quando o outro falar, saber respeitar um silêncio e, não esquecer que “dor de barriga não dá uma vez só”.
Ter curiosidade, interesse pelo outro é um caminho para se saber com quem se está, para saber um pouco mais de quem se ama.
Beijos
@ludfigueira