sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para Construir é difícil, para Destruir é rápido.

É muito complicado quando seu relacionamento é surpreendido por um vulcão ou até mesmo um Tsunami. O estrago é rápido e imediato. E para reconstruir tudo de volta leva tempo, um bom tempo.

Existem uns que conseguem reconstruir a vida mais depressa: Vê que é melhor entender o porquê que o outro agiu assim, falou daquele jeito, do que ficar remoendo o que aconteceu. Outros demoram um pouco mais para se levantar: Tomam atitudes precipitadas e se arrependem; colocando sua vida mergulhada num mar de sofrimento e dúvidas: E SE EU....

Uma vez que você deu um passo importante na sua vida que, inclusive, quando se envolve outra pessoa, você pára e pensa: “Tenho uma vida junto com o outro. Brigamos, discutimos e estamos chateados um com o outro. Mas, o outro lado é tão bom... Vale à pena perder isso? Aborrecimentos acontecem a toda hora, momentos bons e ruins, dias alegres e tristes e maus-humores são, na maioria das vezes, inevitáveis. O que realmente vale?

Aquele acordar abraçado com o outro, olhar de manhã e dizer: --Nossa! Eu o (a) amo! Voltar para casa depois de um dia de trabalho, metrô lotado, e dar de cara com ele (a) e ganhar um abraço e um colo onde você sabe que ali, você está segura (o), não há nada melhor.

Brigar com o outro ninguém gosta. Mas, viver junto é difícil. Acho que quando passamos do namoro para o “casar”, a convivência ganha um peso a mais, as coisas ganham um peso a mais, a vida ganha um peso a mais, até você, ganha um peso a mais. Tudo ganha uma proporção gigantesca, e é nesse seu jeito de olhar para a situação que você joga tudo para o alto e se ferra.

Já ouviram falar que de 'cabeça quente' não se resolve nada?
Já ouviram falar que pessoas impulsivas e desesperadas sofrem mais por causa serem assim?
A Minha, a sua, a dele, a dela, cabeça muitas vezes é uma péssima conselheira. O que vale é deixá-la um tempinho de molho e depois analisar tudo com calma. Acredito que seja devido a isso, que as pessoas joguem suas vidas a dois para o alto e se tornam pessoas cada vez mais intolerantes e radicais. É preciso de muito jogo de cintura.

A imaturidade na relação é uma M. Mas, a busca por mudar isso é super válida. Ninguém aprende como 'viver junto' da noite para o dia. O caminho da convivência diária é bastante árduo. Tem que querer muito, suar muito, amar muito, está disposto a mudanças e novos aprendizados, saber que todas as suas decisões podem respingar no outro, saber que a paciência se esgota, mas também se renova; que um dia você vai acordar e o outro vai estar naqueles dias e você vai querer mandar o outro para o 'raio que o parta' junto com o mau humor mas, nada fará, pois você sabe que não é com você e que o melhor é o silêncio nessas horas, Vão ter dias que você vai explodir e o outro não vai reagir bem e a confusão vai estar armada, momentos que você vai pedir desculpas e o outro não vai querer aceitar, que alguma noite pode ser que o 'circo pegue fogo' e o tempo será o melhor remédio, Haverão dias em que você vai querer discutir a relação e vai se arrepender do que falou, tudo sempre vai acontecer.

Você está preparado?
A lua de mel só resiste se enfrentarmos juntos todos os momentos.
Perdoe-se e Perdoe.
O amor de verdade não aparece sempre.

Beijos
@ludfigueira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pedir desculpas é necessário.

O orgulho é uma droga nos relacionamentos. Dar o braço a torcer e dizer: “Você estava certo e eu pisei na bola, desculpa!”. É algo difícil de dizer. Muitos não reconhecem seus erros por medo de ficar por baixo na relação ou o outro se aproveitar do fato de ter havido um erro para “punir” ou “montar” em cima do outro; seja lá qual for o receio, é uma tremenda burrice não admitir um erro e o pior: Deixar de pedir desculpas.

Claro que a palavrinha “desculpas” não modifica o erro, mas ameniza. É um sinal de arrependimento, sinal que você reconhece o seu erro, que mandou mal e sente pelo que fez ou falou.

Não pensar antes de falar é um problemão. Ainda mais no meio daquela big discussão. Você quer ter a razão, se exalta, começa a perceber que está perdendo na briga e apela para as palavras feias, para insultos, causando mágoas e talvez abrindo feridas que podem a vir demorar a cicatrizar. Quando você fala o que não quer, você não só abala o seu relacionamento, como também deixa o outro confuso em relação a seus reais sentimentos e faz com que o outro repense a relação, causando certo afastamento entre vocês, mesmo depois das desculpas.

Quando você aperta o botão “desculpas” ele não resolve ou apaga o que aconteceu entre vocês antes. E, se você realmente está arrependida (o) se prepare para passar uns dias no LIMBO. Lembre-se que você causou algo maléfico ao outro e que por mais que ele tenha aceitado as suas desculpas, ele (a) ainda cultiva um tipo de “odiozinho” por você e não vai deixar barato. Não que ele se vingue ou algo assim, mas ele (a) quer que você lute para fazer merecer suas desculpas. Lembre-se: Nada é de graça! Prepare-se para reconquistar seu amor.

O processo para a paz reinar novamente em seu relacionamento depende do quanto você “lesionou” (seja em palavras, atitudes...) o outro. Depende também do humor dele (a). Se não foi nada sério, seus dias no limbo serão menores, se não, se prepare para passar alguns dias nas trevas.


Por isso, pense e repense antes de falar ou deixar sua TPM atacar. E, desculpar-se é um passo para a sua reconciliação.

Beijos
@ludfigueira

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A difícil e adorável arte de viver junto.

Acordar, trabalhar, arrumar, pagar contas, ser sexy, ter paciência com o outro, dar atenção ao outro, TPM, brigas, pazes, cozinhar, comprar, agradar, lembrar, fazer, respirar, surtar, voltar atrás, verdade, reencontrar, paixão, sexo, tesão, vontade, pensar e repensar, querer, realizar, projetos, sonhos, futuro, realidade, o hoje, cama, falar, ouvir, não, sim, provável, improvável, pouco, muito, demasiado, feeling, tempo, agora, comer, manter, vida, cansaço, responsabilidade, momento, decisão e ainda encontrar o tal do felizes para sempre! É FODA!

Enlouquecedor e enriquecedor. Dizem que se você quer conhecer o outro, more junto. Eu penso diferente: Se você quer se conhecer e testar seus limites: MORE JUNTO!

Você + o Outro + uma Casa= Não ter para onde fugir!

A primeira regra é: Resolva seus problemas. Não tem mais a casa da mamãe, ou o bater de portas. Quando você assume a responsabilidade de morar com uma pessoa que teve uma criação completamente diferente de você e, é um ser completamente o seu oposto, para juntos criarem uma vida em comum; vá até o final sem desistir nos milhões de obstáculos que surgem a cada dia.

Somos pessoas que possuímos oscilações de humor, vontades e desejos sejam eles estranhos ou não. Adequar nosso jeito e nossas manias a vida do outro e com isso criar uma vida em comum é COMPLICADO. Mas, não impossível.

Jogo de cintura e o abrir mão na dose certa são o ideal no lema dos casais felizes. Uma flexibilidade aqui, um cedendo algo ali, o outro abrindo exceção lá e assim, o final feliz vai ficando bem perto.

Tudo bem. Falando a verdade não é bem assim que funciona. Tem sempre um que acaba cedendo mais, fazendo mais e se ferrando mais. Mas, um sempre precisa se sacrificar mais para o outro notar, acordar e perceber as dificuldades que o outro passa para manter a felicidade na união e com isso, fazer com que o outro dê aquela colaborada na relação. Claro que nem sempre há necessidade desse tal “sofrer”, mas cada um sabe os percalços que passa.

O amor é igual a uma orquídea: Ambos são lindos e raros, mas difíceis de cuidar. E nem todo mundo é chegado a um trabalho. O que dificulta um pouco as coisas.

A paixão é um tempero que faz toda a diferença para agitar as noites de um amor. O sexo fica fabuloso com o crescer da intimidade, mas, não é tudo. Então o “se vira nos trinta para não perder o outro” faz parte da relação.

Dica importantíssima: Agradar o outro é escutá-lo e não achar ou tentar adivinhar seus gostos.

Conversar ainda é a melhor solução. Agora cuidado: Não comece a conversa num tom de briga ou grosseria: Respira fundo, e por mais P da vida que você se encontre, tente encontrar sua outra parte ZEN e mantenha-se na calma máxima.

ÚLTIMA DICA: Ruim com ele(a), Pior sem ele(a).

Tudo que é mais difícil é mais gostoso e damos mais valor sim!

Beijos

@ludfigueira

domingo, 14 de agosto de 2011

A Crise nos relacionamentos



Nossa! Não sei se começo pedindo desculpas pela minha grande ausência, ou, faço que nem os parceiros nos relacionamentos e finjo que nada aconteceu para não criarmos uma super briga aqui e agora.

Confesso que não sou uma “parceira” assim. Verbalizo até demais e, ás vezes, o título de “a chata do ano” é meu. Acredito que seja através de grandes discussões que vamos montando o quebra – cabeça do outro e o entendendo. Mas, quando o outro não compartilha dessa sua idéia sobre relacionamento e entendimento? Ah... O bicho pega!

E quando você gosta de falar e o outro gosta do silêncio? E quando acontece aquela bad máxima e você tenta conversar para explicar o seu ponto de vista sobre o ocorrido e tudo que o outro quer é apenas silêncio, nada o que você disser vai melhorar as coisas, ao contrário, o outro vai começar a desejar mentalmente aquele controle remoto do filme CLICK e desejar apertar o botão MUTE.

Nesse momento sua indignação aumenta e você se sente a pior das mulheres. Não consegue entender o que se passa; como vencer esse momento difícil da relação e olha para a porta da rua como uma opção: Ir embora e quem sabe amanhã se possa ter um diálogo ou revolta-se e gritar um sonoro THE END...

Esse é o erro, quer dizer o grande erro de muitos e muitos relacionamentos. O bater da porta, os berros e as decisões impulsivas tomadas no calor do momento. Tudo bem que na hora de uma briga daquelas pensamos no tenebroso FIM, naquela triste despedida, como vai fazer para ir buscar suas coisas (porque vou dizer uma coisa: No decorrer de um namoro, como vamos deixando coisas na casa do namorado! Não sei como não reparamos o espaço diminuindo em nosso armário! Uma vergonha!), como vai ser o seu dramático amanhã sem o outro e o que pensar do resto de seus dias aqui na terra sem seu amor, sem sua rotina criada com você e o pior: Como ficará seu relacionamento com o seu celular; cada vez que ele deixar de tocar na hora em que você sempre recebia uma ligação do amado, como vai ficar a falta daquele: piiiiiiiiiiii avisando mensagem recebida... Ou seja, você tem uma visão em uma fração de segundos de um futuro horripilante sem seu amado ao atravessar a temida porta.... A menos que sua raiva e seu orgulho falem mais alto e você não pense em nada disso, a não ser ele queimando no mármore do inferno.

Pelo sim e pelo não, digo por experiência própria: Fique. Não se despeça sem antes esperar os ânimos se acalmarem. Não saia batendo porta como se fosse uma garotinha mimada, pois você é uma mulher (ás vezes esquecemos e achamos que estamos na novela do Manoel Carlos e no capítulo xyz estará tudo bem! Não é bem assim: Aqui é vida real...). Se ele não quer conversar, respeite esse tempo dele por mais cruel que possa ser para você. Ás vezes tudo o que ele quer é você na sua, respeitando o silêncio dele (até para ele também não explodir e agir sem pensar) para quando passar, vocês poderem entrar num acordo, ficar numa boa (se for em caso positivo). Pois uma coisa faz sentido nesse tal de silêncio: Quanto mais você fala, com raiva, implorando para ele falar, dizer o que está rolando, quanto mais você ficar falando na bad pior vai ser: Ele vai ficar ainda mais P*** com você e o que poderia ser apenas uma bad passageira, pode permanecer por mais tempo, separando vocês.

Não se descontrole. Esses momentos aconteceram muitas vezes no seu relacionamento e o que fará essas "bads" diminuírem a freqüência é a sua postura diante da briga. Será a sua maneira de, apesar da sua raiva, chateação, passar por cima dela e respeitar o tal do “silêncio” do outro. Assim, como ele, terá que aprender a respeitar seu momento de falar.

CONCLUSÃO:

Quem ama, aprende a ter PACIÊNCIA.


Beijos,

@ludfigueira

domingo, 17 de julho de 2011

O amor engorda.

É impressionante. Mas, quando começamos a namorar os restaurantes, filmes (com pipoca e outras guloseimas), chocolates, refrigerantes, fast-food se tornam mais atraentes do que a balada, a social na casa dos amigos e a praia pós night, por exemplo, dá lugar a horas de sono com o amado... E assim o sedentarismo mais as “porcarias” consumidas entre beijinhos e risadas vão contribuindo para um futuro nada romântico: O ganho de peso. As terríveis “pelanquinhas abdominas”. Celulite e estrias. Problemas com roupas. Mau-humor e ansiedade. Por último: Brigas com o namorado (a).

No caso do seu namorado (a) ter praticamente um doutorado em “HARVARD” no curso de gastronomia (nem sei se existe esse curso lá, mas é só para dar mais ênfase ao texto), o negócio é mais complicado! Como diria a lendária Dona Jura, na novela O Clone, “não é brinquedo não!”. As receitas mirabolantes, cheias de calorias e gostosuras são apreciadas por você e elogiada, fazendo com que o outro fique mais entusiasmado em cozinhar para você. Conclusão: Você come cada vez mais. Ás vezes come mais por gula, ou até mesmo para deixar o outro feliz, mostrando como você apreciou a comida. Além do mais, nesse estágio, um prato não é mais o suficiente e, repetir, começa a ser algo normal em sua vida.

Aquela sensação: “Estou empanzinada”, é algo constante em sua vida e aos poucos você vai se desesperando. Até que você começa a ouvir certos comentários... “Seu rosto está mais redondo” (traduzindo: Sua cara está igual ao biscoito traquinas), “Amor, você está com uma bunda” (traduzindo: Cuidado! Você está a um passo de virar a mulher melancia!), “Amiga, que peitos são esses! (traduzindo: você está uma vaca leiteira), “Minha gorduchinha linda” (traduzindo: minha baranguinha linda), “Amor, você está gostosa! (traduzindo: Suas pelancas me causam um fetiche), ou, aquela clássica que geralmente acontece no elevador com alguma vizinha maléfica: “Nossa! É para quando?” (traduzindo: A “vaca” está dizendo que você está grávida).

Aí, você pára e pensa: Não dá mais para continuar assim! Amo meu namorado (a), mas dieta já! Claro que, você fica preocupada, pois os melhores programas vão ser trocados por coisas lights e o carro ficará na garagem para vocês começarem a se exercitar. Os jantares serão trocados por uma boa e suculenta “folha de alface e tomates bem excitantes” e o mau humor vai ser a grande sobremesa da noite.

Claro que estou sendo um “pouco” radical. Mas, é bom lembrar: Como era seu corpo antes do namoro? E a sua vaidade? Descuidar-se, jamais! Lembre-se de como você era, pegue uma foto onde você estava em sua melhor fase e pregue-a na sua geladeira! E mãos a obra!

Beijos
@ludfigueira

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Obstáculos: Existem para serem vencidos.

O dia começa e caminha tudo bem. De repente, uma vírgula mal colocada, um ponto final aonde teria uma continuação e pronto: Lá vem mais um obstáculo a ser vencido pelos eternos amantes, pelos que se gostam e lutam para aprender a lidar com defeitos, o jeito do outro de lidar com problemas do coração, ambos tentando encontrar uma solução para assuntos que ficaram mal resolvidos...

A convivência diária vai mostrando um pouco (muito) de cada um. Algumas coisas você entende, mas não consegue respeitar; outra você não entende, mas para evitar brigas ou uma “cara fechada” você respeita. Mas, têm horas... Que a casa cai.

Vocês se tornam dois estranhos. Duas pessoas que não consegue mais se entender, se encontrar e por isso, qualquer coisa já vira um TSUNAMI, fazendo com que o caminho de volta para casa se torne longas noites de silêncio.

O que fazer? Ter o milésimo DR? Talvez adiante...

Chega uma hora, que por mais que você faça, não resolve. O melhor é compactuar com o silêncio e esperar o momento final do assunto “digerido” e falar.

Falar. Dizer as palavras da maneira que são, sem entrelinhas, floreios... Direta e objetiva. Não espere resultados logo. O outro também precisa de um tempo para refletir sobre seus últimos atos, palavras...

Brigas e mal entendidos só se resolvem e encontram um final feliz quando ainda se há amor. É o seu caso? Então invista.

Beijos

@ludfigueira

domingo, 3 de julho de 2011

Frustração: Você pode encontrá-la.

Arquivo Pessoal- Lud Figueira

O texto abaixo é uma reflexão sobre o que não devemos fazer num relacionamento.

“Gostaria de ter tido um diálogo com minha mãe. Gostaria que fôssemos amigas. E que nessa fase da minha vida ela pudesse me ajudar. Bom, ela ajuda da maneira que pode; mas não como eu gostaria. Mas, existem pessoas maravilhosas na minha vida que procuro aprender com elas também. De repente, se ela não tivesse a visão que tem do amor, ela poderia ter me ajudado a não errar tanto... Comecei a falar da minha mãe porque me vi cometendo os mesmos erros que ela um dia cometeu. A diferença é que pude ver a tempo, a tempo de evitar um sofrimento para toda uma vida, algo que ela, até hoje não conseguiu esquecer. Eu passei a vida toda guardando carinho, paixão, amor. Cultivei cada sentimento dentro de mim, a espera de alguém que realmente fosse merecedor de receber tais presentes. Mas, confesso que me esqueci de dosar a quantidade de sentimento que guardei a vida toda. Resultado: Assustei-o e acabei frustrando-me. Mas, um belo dia um: “Acorda amor”. E percebi que se eu realmente amasse esse homem, eu precisaria mudar. Desconstruir tudo o que eu sempre achei que sabia sobre o amor e começar do zero. Comecei controlando essa minha necessidade de ser “Amélia- Aquela que era a mulher de verdade”. Depois, essa outra necessidade de agradar o outro mais que tudo; percebi que estava indo numa direção muito errada e ao invés de agradá-lo porque eu realmente o amava e tudo me lembrava ele, estava parecendo que eu estava descontrolada e com medo de perdê-lo. Meus presentes, meus carinhos, minhas declarações saíram da medida e desceram ladeira abaixo e quase não encontro o caminho de volta. Foi duro. A Frustração veio das palavras duras que ouvi. E aos poucos fui murchando, ficando cinza, num estado de relaxamento com a minha pessoa onde eu, não mais me reconhecia. Foi quando caiu a ficha: Eu estava me anulando e passando por cima das minhas vontades pelo outro! A fase onde eu não sabia se eu queria isso ou aquilo ou se eu queria porque o outro queria. Já não sabia mais diferenciar se era eu o era ele. Não queria acreditar, mas, comecei a relembrar fatos e não restaram dúvidas: “Arrumava, cuidava, comprava, fazia e tentava adivinhar. Era homem e a mulher indefesa que todo homem gosta. Era a companheira, a amante avassaladora e insaciável, a fada madrinha que tentava realizar todos os desejos, a que se controlava para não explodir, não falar o que pensava com medo, medo, é... medo de perder o outro... O medo tolo de perder algo que não se têm. Pois, o amor se sente, nasce ou morre não se procura ou se perde, apenas acaba ou então, não era amor.” Mas, isso não dura para sempre. Isso é frágil e se eu não mudasse, se eu não parasse tudo, o sonho viraria um pesadelo e a mágoa e o rancor me invadiria sem que eu pudesse fazer nada. Agora sim, entendo minha mãe: “Mamãe deixou filho pequeno, família, e um passado para traz. Viu uma nova chance de ser feliz. Feliz no amor, nesse sentimento que ela já sentira uma vez, mas não dera certo. Dessa vez ela se entregou totalmente, mas esqueceu do mais importante: Dela mesma. Fez tanto pelo o outro, agradou tanto, amou tanto que se esqueceu de se amar, de se cuidar e no final, sozinha e amargurada ficou. Porque se você não se lembrar de você quem é que vai lembrar? Quem é que vai amá-la?É tudo tão clichê, tudo tão conhecido, que mesmo assim, na cegueira do amor, caímos. Ainda mais quem nunca havia estado com o amor, quando o encontra não sabe o que fazer e acaba se “lambuzando” e colocando tudo (aquilo que se poderia ter) a perder.O que mais contribuiu para essa loucura que embarquei, foi o fato da falta de uma base familiar. Casa? Quarto?Um lugar só para você e suas coisas? Não sei o que é isso já faz um tempo. Ao fazer 18 anos, me rebelei e numa vida de nômade e sem regras me aventurei. Então, quando o amor apareceu, apesar de saber como recebê-lo não soube como tratá-lo e me perdi. Agora, as coisas mudaram. Hoje sei o que é dele e o que é meu. Pois aprendi que o “nosso” vem depois de uma solidificação do amor, do relacionamento. Aprendi que o outro se apaixonou pelo o que eu realmente sou e não por uma obra fake louca e descontrolada. Aprendi que sou um ser com vontades e sonhos e que possuo pernas e braços para correr atrás do que realmente quero sem precisar de muletas ou dependências imaginárias. Aprendi que sou vaidosa e que sempre gostei de coisas boas e sei que com trabalho, estudo e dedicação posso consegui-las. Aprendi que ouvir o outro e procurar se descobrir é a melhor solução para não se perder quem se ama. E o mais importante: Amor não se pede”.

Beijos
@ludfigueira

Ela representa todas nós

Ela representa todas nós. E percebeu que não precisa desatar nenhum "nó" porque pode muito bem viver só. Ela confessa que nessa ...