segunda-feira, 19 de maio de 2014

A loucura das relações

 Acredito no momento vivido. Na arte e suor, nos olhares trocados, nas palavras ditas. Não importa o que acontece la fora. Não me importa quantos amores estão a me esperar ou a conhecer. Me importa o que eu acabei de viver, de sentir. É voltada para esse sentimento, que eu penso em uma possível continuidade. Não penso de imediato em ter um relacionamento. Penso em ter mais momentos e, diante disso, avaliar a possibilidade de algo a mais.
Mas, assim é a forma como eu penso. Como eu gostaria que as coisas fluíssem. Na prática é outra história.
Percebo que no final das contas, a complicação vem dos homens. Depois de analisar algumas situações vejo que o valor que as mulheres dão a um determinado momento, não é o mesmo para os homens.
Aprecio essa praticidade do sexo oposto. Eles devem possuir um chip ou alguma outra invenção tecnológica de "pegar" e não se "apegar". De viver um momento incrível e, depois viver como se não tivesse acontecido. Talvez seja uma forma de banalização das relações que vivemos nos dias de hoje.
É tão clichê essas ações que já estamos acostumadas a viver momentos e a nos desapegar e a não esperar nada. Acho que é uma tática de auto proteção: É melhor pensar que nada mais vai ocorrer, que foi apenas uma noite pois, o que vier é lucro.
Que maneira bizarra a gente tem de pensar. 
Porque não dizer que está afim? Porque fingir que você não está nem ai quando está escrito justamente o contrário na sua testa? Fico me perguntando a quem estamos enganando? Tudo isso para manter o jogo? Aquele jogo que um finge para o outro que não está nem ai. Porque se realmente alguém não está nem ai, como é um jogo, ninguém vai jogar para perder. Qualquer sumiço o outro já entende e ponto final.
Que loucura.
Gosto de clareza. Evita mal estar, confusões. Acho que, com o passar do tempo, ambos notam o que cada um quer. Seja encontros casuais, seja continuidades, hoje em dia você não se engana mais. Cabe a você, caro leitor, decidir o que você quer, ou o que você realmente espera de um sábado a noite.
Ás vezes nada disso acontece. Tem aqueles casos naturais da vida onde você conhece alguém, depois vocês começam a sair e quando percebem, já estão em um relacionamento feliz, leve e sem rótulos ou qualquer outra coisa que a sociedade impõe.
Mas, na maioria das vezes é essa loucura que acontece. Você sofre no abismo por um tempo, sai com um, com outro e nada acontece. Um beijo bom ou um sexo bom, não é mais parâmetro para um possível dia seguinte. Então, o jeito é ser você mesma, doa a quem doer. Acredito que no final das contas o que conta é saber quem você é, o que você quer. Assim, evitamos frustrações futuras e mal entendidos.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mudanças a caminho....



Tudo o que eu queria te dizer.
(Crônica sobre o fim)



" Foi maravilhoso. Sempre foi incrível. Vivi intensamente e me entreguei numa loucura sem pudor, sem jogos, nua. Fui me deixando levar como se não houvesse amanhã. Fiz caras e bocas, fiquei feliz, fiquei brava e, preciso confessar: Senti medo. Foi nessa hora em que eu perdi um jogo não começado. A brincadeira era só para se diverti. Mas, a tal da brincadeira me cansou mentalmente. Me tornei um personagem e não consegui banca-lo. O mercado está muito competitivo e não estou a par de tantas manobras amorosas. Minha honestidade te espanta, minha procura o faz desistir, minha vontade te engrandece. Já fui, por muitos anos, jogadora profissional. Já sumi sem querer, já deixei de atender aquela ligação mais do que esperada, já me tornei indisponível estando totalmente disponível. Já flertei com o perigo. Essa fase passou. Essa porta foi fechada. Na verdade ela nunca me trouxe nada de bom, a não ser fingir ser algo que nunca fui.
O tempo passou e me trouxe algumas lições. Ainda não sei o que quero, mas já sei o que não quero. E brincar de gato e rato e rir do inesperado e algo que não quero, não me excita, não me provoca mais.
Saber que ele não está afim de você e algo que se deve aceitar. Até porque os fatos não mentem. Cinemas são substituídos por bares, passar o dia inteiro com sono por uma noite não vale o sacrifício. Fazer uma loucura por um beijo ou uma noite quente não está no roteiro. Ficamos velhos para seguir a intensidade. Ficamos velhos e rabugentos. Ou e do jeito que queremos ou não serve. Até porque, ali, virando a esquina ou na sua agenda telefônica tem alguém que lhe aceitará assim, desse jeito. Porque tentar uma estação diferente se essa da certo?
Meu doce e amargo amigo, me escute. Sou complicadamente apaixonante. Sou aquela loucura interna em busca do impossível. Sou aquela sonhadora de plantão que acredita fielmente em mudanças. Sou um ser que ama e odeia na mesma intensidade. Sou aquele fogo que nunca apaga. Sou demasiadamente demais. Sou sem limites. Por isso, reconheço uma batalha perdida.

Depois de uma noite regada a lembranças, em boas e saudosas companhias, sua presença estava fortemente ali. Foi quando percebi que estava voltando a velhos hábitos, velhos sentimentos e velhas e conhecidas decepções.
Desculpa, mas perdi o tom. Consegui apaixonar-me pelo mais louco dos corações. Consegui a façanha de me render ao mais duro e fechado ser. Consegui coisas impossíveis. E, ainda achei graça de toda obra. Porque a tragédia anda junto com a comédia. Talvez seja a parte boa.
Você sempre ri no final, mesmo em prantos por dentro.
Lembro-me cuidadosamente de todos os detalhes pois, repassei mil vezes para não esquecer. O cheiro e o gosto. Cada passeio das mãos, cada olhar a decifrar, cada loucura embriagada e cada palavra dita. As lembranças ficam. 
As escolhas são duras. Mas necessárias para seguir adiante. Momentos difíceis chegaram e a saudade foi avassaladora. Foi complicado lidar com isso sozinha.
Você precisa aceitar que ele não está afim de você.
Deixei dois corações felizes se reencontrando no meio da multidão. E, voltei sozinha com meus pensamentos solitários. Você, foi guardado no arquivo das boas lembranças e segui em frente, sem olhar para traz."

Ludmila Figueira 

Que venha céus sem limites.
Que venham momentos sem ponto final.

Tragam mais amor.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Como se resolver uma saudade



Não sei. Sinceramente a saudade e algo que vc não consegue resolver. Ela nasce numa ausência ou numa presença. Não tem explicação.

A saudade te invade em momentos diversos. As vezes vc acabou de ter um momento incrível com alguém. Esse alguém se despede de vc, bate a porta. Aí vc senta no sofá e pensa: " Nossa, que saudade ela deixou! Ou então vc passa o dia com a pessoa, olha nos olhos dela e fala: a saudade ainda não foi embora... E ela sorri e te da mais um abraço... Ou, vc não tem mais aquele momento ou aquela pessoa e vem a maldita saudade...

A saudade e irmã do gostar, prima da alegria e conhecida da dor. A saudade vem e vai de maneiras inesperadas. Muitas vezes ela fica guardada lá, vc se acostuma. Não que seja algo que vc goste de cultivar, mas foge do seu controle.

São tantos tipos de saudade... Agora vc esta lendo isso e está pensando em alguém, ou em algum lugar, ou em alguma comida ou até mesmo em alguma fase que passou, mas gostaria de voltar, voltar no tempo e sentir aquela "coisa" gostosa que a saudade deixa.

A saudade tem um gosto bom e amargo. Mas como não amar esse sentimento? Saudade e arrebatadora, e louca, e um pensamento, uma vontade desenfreada e uma loucura de amor. E uma ligação na madrugada, e uma procura.

Saudade não tem hora e nem lugar. E livre de preconceito, de gosto, de cor.

Saudade e gostar, e querer bem, e uma forma de amor. Saudade e sua, e minha, e dele, e dela e ninguém sabe.

Saudade e mistério, e alma, corpo e mente.

Saudade e cheiro, boca, rosto.

Saudade e um combustível para medir relacionamentos.

Saudade são palavras guardadas no coração de quem as ouviu, de quem as viveu.

Saudade não tem limite. Saudade e além, e maior.
Saudade e um sentimento caro, que não há dinheiro que compre.

Saudade e dor, e alegria, e prazer e misturado.

Saudade... vc vive em mim.


sábado, 3 de maio de 2014

Click



Terminar e desesperador, recomeçar e renovador.
Renúncias, escolhas difíceis, onde a dor se faz presente e a dúvida lhe corrói.
Mas, como tudo na vida passa, nos aventuramos a buscar o que nos parece melhor. Claro que nem sempre e o certo; mas como bons teimosos e desafiadores vamos lá e fazemos o que queremos e pagamos para ver.
De repente você está a beira do abismo, num caos completo, sem saber se vai para a direita ou para a esquerda. Aí vem um olhar arrebatador, algo complicado de se descrever, mas algo ali dentro lhe torna viva outra vez. De repente você não segue nem a placa da direita e nem a da esquerda, você simplesmente segue em frente. 
Aquele olhar muito significou. Mas, e muita responsabilidade atribuir tudo a um simples olhar; então você resolve apenas caminhar os passos do presente, sem planos, sem fobias.
Você passa um tempo tentando encontrar aquele olhar em outros corpos, em outros rostos, em outras noites. Mas, cade o tal do Click? Aquele estalo aonde tudo para a sua volta e você perde a direção, fica nervosa, morde os lábios, coração acelera... Depois de um tempo você aprende que coisas raras assim não acontecem todos os dias. Mesmo que não seja na época que você planejou, ou do jeito que você gostaria, não importa: O tal do Click so aparece quando quer, não e você quem manda, e ele quem escolhe.
O tal do Click quer testar seus limites, quer levá-lo no limite e além e você tenta recuar, mas ele diz:
---Esta com medinho? Não vai encarar?
Aí, você se sente desafiada pelo novo, uma vez que o velho e cômodo. 
Então, apesar de sentir que o imprevisível será seu mais novo melhor amigo, você arrisca e testa seus limites, testa sua paciência, seu controle, suas ansiedades e seus desejos. Você se joga sem pára-quedas e se entrega.

Alguma noção do amanhã? Planos?

Não. Isso e a arma secreta do tal do Click? Fazer do hoje uma surpresa inesperada para você. Levá-la a perceber que não podemos controlar tudo e que o frio na barriga se não existir; não há combustível para todo o resto.

Você se rende. Os argumentos lhe convence e você percebe que esse novo estilo de vida pode ser bom. Que aqueles desejos do coração podem vir a ser preenchidos da maneira mais louca do mundo e que você pode, com doses homeopáticas cuidar da sua loucura interna sem surtar a todo momento. Apesar de ser contraditório, por incrível que pareça, você aprende a driblar a ansiedade da intensidade que tanto lhe desorienta.

Esse tal de Click e difícil de encontrar. Se ele aparecer para você não o deixe escapar.

sábado, 26 de abril de 2014

Inspiração

"E verdade. As coisas não seguiram um caminho natural. Se desviaram na marca da saudade, na direção incerta das palavras. Pegaram um percurso mais rápido e, não teve tempo hábil de se aproveitar o que ainda estava por vir...
Quem sabe sorrisos, silêncios, beijos calorosos, corpos suados se envolvendo em música. 
Quem sabe conversas e olhares trocados sem hora, sem lugar, sem tempo.
Quem sabe o que poderia ter acontecido com nossas identidades reveladas, com nosso dia seguinte, com nossos encontros inesperados.
Quem sabe da madrugada das palavras impulsivas e ditas no calor da emoção, no erro ao acordar, no arrependimento do falar,
Quem sabe o que seria de nós dois, juntos, na noite, na rua, no quarto escuro.
Quem sabe o que teríamos descoberto, no que teríamos conquistado, e até onde teríamos ido e para onde.
Quem sabe daqui há anos, quem sabe daqui a meses, quem sabe daqui a dias, quem sabe daqui a horas, quem sabe.
Quem sabe em outra estação? Em outro tempo, em outra vida.
Quem sabe um dia nos descobrimos qual caminho seguir..."

domingo, 20 de abril de 2014

O Jogo

Conseguir entrar em contato com a inspiração que outrora estava perdida, deixo as palavras virem com nitidez e me permito ser guiada...

Mistério. Silêncio. O desaparecer envolvente que nos excita e nos consome.
Não preciso sumir para tornar-me interessante ou parte de um jogo não velado. Não confunda um romance sem compromisso com sentimentos demasiados. Não há posse. Não há meu e seu. Há apenas momentos...

Pode ser que ela ou ele seja uma escolha. Pode ser que seja a surpresa. Aonde se acha que ganhou-se, pode vir a perder. Não há certezas.

A grande oferta tornou o mulheril desesperado e carente. O homem quer o diferente e acima de tudo se sentir desafiado, se sentir fora do controle. Ele não quer uma mulher, quer uma jogadora, quer ouvir um "não", quer se sentir desafiado a correr atrás do inatingível. Aliás, ele está controlando tudo, ele quer alguém que o toque fundo, alguém que o despreze, o ignore e de tempos em tempos de um pouco do gosto doce que só uma mulher tem.

Será que e isso mesmo? Me recuso a acreditar que nada tenha mudado. Me recuso a acreditar que as relações só pioraram.

Homem quando a deseja, ele desbrava mundos até encontrá-la.

O jogo precisa existir. Há uma necessidade de manter-se sem saber o que o outro deseja, sente ou quer. Descobrir tudo acaba com a brincadeira de gato e rato tão excitante...Ou irritante?

Não há preocupações, existe apenas uma vontade assumida de mais... Mas, querer não faz parte desse jogo arcaico dos dias de hoje. Esqueci dos malabarismos amorosos e das falsas promessas. Esqueci que a verdade não e necessária. Esqueci que o que vale e apenas ser uma mulher que sabe a hora de chegar e sair de cena. Esse último e item obrigatório: Saber sair de cena.

Afoita, gulosa, insaciável..... Foda-se toda essa grande selva de homens e mulheres. Foda-se essa manipulação enlouquecedora. Foda-se o que se queira pensar.

Em uma época de show das poderosas e beijin no ombro, o que se pode esperar de homens e mulheres?

Em uma época que saudade de um momento não e motivo para novos encontros?

Vem cá: O que e saudade? Saudade de que mesmo? São tantas noites e tantos corpos diferentes que acho que essa palavra ou sentimento não cabe aqui.

Em uma época em que vc e obrigado a medir palavras para não assustar ou não ser mal interpretado pode vir a afastar alguém? Seria crianças ou adultos? Com quem estamos lidando?

Mulheres poderosas e que sabem o que querem não se abalam com opiniões alheias e regras falidas.

Está com medo?

Isso também faz parte do jogo....

Ela representa todas nós

Ela representa todas nós. E percebeu que não precisa desatar nenhum "nó" porque pode muito bem viver só. Ela confessa que nessa ...