Sabe aqueles dias em que você tem vontade de desaparecer? Simplesmente sumir do mapa? Hoje foi um dia assim. Quis desistir de tudo, quis largar tudo, quis me abandonar. Passei um bom tempo deixando as lágrimas correrem para ver se eu tirava do meu peito tudo que estava me agoniando, me fazendo ficar mal. Até que me levantei e me rendi ao chuveiro e logo, encontrei a calma.
Hoje vamos falar de outro tipo de relacionamento: AMIZADE.
Muito do que eu sou hoje devo aos meus amigos. Tenho, graças a Deus, uma equipe forte de amigos que me acompanham sempre. Tenho sempre uma porta para bater e ser socorrida. Tem sempre muito carinho e palavras amorosas. Sou bastante grata, pois o que minha família não soube me dar, os de fora me deram de uma forma bem generosa.
Mas eu confesso que errei. Acho que confundi um pouco as estações e, acabei esperando o que o outro não podia me dar. Frustrei-me e uma revolução de valores, ações me fizeram repensar em todo um relacionamento de uma vida.
Claro que, aos 27 anos, não se pode virar para o outro e dizer: Corta aqui! Tô de mal! Não sou mais seu amigo! Fica até ridículo! Como adultos civilizados que somos, conversamos e, chegamos a um denominador comum. Bom, nem sempre. Conversa de adulto é complicada. Fica um se defendendo das acusações do outro e por mais que um assuma a tal culpa esse, no fundo, vai esperar que o outro faça o mesmo. Aí, rola a decepção, você fica chateado, mas pensa: Ah! Quer saber? Cada um com seu cada um e deixa isso para lá.
Aí você relaxa, vive um dia após o outro e vai ‘ficando’ tudo bem. Até que surge outro desentendimento ou apenas um mal entendido e novamente você explode. Claro, porque você não resolveu totalmente o assunto passado e, com uma nova briga, você junta tudo e o circo se arma!
Falta de comunicação direta e objetiva. Hora de baixar a ‘guarda’ e ver que ninguém e melhor que ninguém e todo mundo tem sim, ‘teto de vidro’. Hora de parar de criticar a postura de cada um e rever seus erros.
Pois bem. Isso foi feito e mais uma vez não deu certo. Fiquei magoada demais para abrir um sorriso, dar um abraço e ficar tudo bem. Não. Não ficou nada bem. As coisas pioraram porque as palavras foram duras e ninguém abriu mão da sua defesa, da sua ‘razão’. De um lado a dramática, e do outro a durona. Uma luta difícil que ambas se recolheram e decidiram deixar para lá.
É... Covardia ou não, essa discussão não ia levar a lugar nenhum. Uma não concorda com a outra, uma não aceita a postura da outra, então, o melhor que se tem a fazer é aceitar e respeitar o espaço da outra e tentar uma convivência no mínimo agradável.
Essa postura não é a das melhores. Mas é muito difícil tomar uma decisão de cabeça quente. Para não criar mais problemas, polêmicas, é melhor cada um na sua. De repente depois, com a cabeça fria, no lugar, se possa ter uma conversa amena, menos provocativa, menos ‘mocinho e bandido’.
Lidar com amigos, família, amores não é fácil. Lidar com pessoas não é fácil. Mas a gente está aqui justamente para isso: Encontrar formas de se conviver o melhor possível, de lidar melhor com o outro, de tentar por meio da comunicação verbal (olho no olho), ser entendido e entender. Respeitar o momento de cada um de não querer compactuar mais com uma discussão que não leva a nada. É complicado resolver situações assim, onde cada um quer impor seu ponto de vista e quer que o outro aceite.
Não sugiro a fuga, mas sugiro acalmar os ânimos. Sugiro dar tempo para cada um pensar no ocorrido, e dar uma chance a um novo ponto de vista, uma nova opinião.
Mais uma vez, vou terminar com a minha frase clássica:
Sugiro AMAR MAIS E SOFRER MENOS (em todos os setores da vida).
Beijos
@ludfigueira