Tomaram conta de mim. Não me deixaram em paz um só minuto.
De repente, em algum momento do dia, fui parar em 2003. Por lá permaneci acho que o dia todo. Nossa! Que ano! Sou saudosista, acho que nunca vou me "livrar" das lembranças inesquecíveis de um ano que mesmo que se queira, impossível esquecer.
Me lembrei de um dia, quer dizer: O dia. Aquele que mesmo daqui a cem anos saberei falar com todos os detalhes. O olhar. Um olhar que parecia conseguir me ver como vim ao mundo, algo assustador, porém tão excitante, tão sensual, tão avassalador.
Cenário: Uma rua, um bar, que servia de palco para chopadas.
Tive medo. Ao mesmo tempo que eu queria saber quem era o dono daquele olhar, eu permanecia no meu lugar, sem saber ao certo o que fazer. Uma mistura de medo e desejo, algo bem diferente do normal, daquela rotina de sempre.
Até que fui abordada. Não tive como fugir. Fiquei hipnotizada por tais covinhas pra lá de provocantes! Acompanhadas de um sorriso, nossa! Parecia tirar o brilho da lua. Inacreditável. Um jeito malandro, sexy, cavalheiro ao mesmo tempo. É de ficar perdida. E a lábia? Ele falava, falava, falava, mas não dava para acreditar em uma só palavra. Era aquele tipão, saradão, alto, moreno, com cara de "caf" (cafajeste), daqueles que você olha e pensa: -- Problema na certa!
Mas não podia abandonar o barco. Queria saber as cenas dos próximos capítulos. Então fomos andar. Conversar um pouco mais, descontrair o ambiente (tenso). Até porque algo estranho acontecia comigo com a aproximação dessa pessoa: Um frio na barriga, as pernas tremiam sem parar, as mãos suavam ao mesmo tempo que pareciam estar congeladas, a boca seca, uma certa timidez, um nervosismo onde se tentavam esconder sem sucesso, é claro.
Até que, até que, aconteceu! Vou tentar descrever:
-- Um beijo. Não um beijo qualquer. Foi um beijo único, especial. Daqueles de novela das oito, estilo das cenas românticas escritas por Manoel Carlos. Parecia estar mergulhando em mar aberto. Quente, profundo, devagar, rápido, sincronizado, envolvente, daqueles que não se consegue parar. Não se consegue pensar, não se consegue fazer nada: Sua boca e mais nada. Realmente, algo inexplicável aconteceu naquele momento. Mal sabia, que essa cena iria se repetir cada vez que aquela boca cruzasse meu caminho.
Lembranças... Apenas lembranças...
Beijos
Lud Figueira
quarta-feira, 9 de julho de 2008
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