Passei boa parte da minha vida tentando me encontrar. Ás vezes me procurava em rostos que passavam por mim nas ruas, em olhares ou em palavras onde me forçava a acreditar, dando crédito a bocas que acabara de conhecer. Logo percebi, que jamais me encontraria nos outros e sim, em mim mesma. Sabia que teria um árduo trabalho pela frente, teria que me desconstruir, me virar do avesso, para depois, aos poucos, me construir novamente.
Pois bem. Coloquei a mão na massa e comecei essa auto terapia. Só longe de tudo que me era familiar, longe de todos, que consegui alguns resultados dessa nova empreitada. Afinal, se reconstruir não é nada fácil. Requer disciplina, determinação e o mais importante: Foco.
Com o tempo, a escuridão se foi, a ansiedade tirou férias, o medo foi assombrar outras mentes. O tal do auto controle que há tempos havia sumido, enfim, estava voltando. Mais confiante, comecei a me aventurar em uma mudança maior na minha reconstrução, me propus um novo mundo, uma nova idéia, uma nova vida.
Muito cansaço mental, esforço físico e pronto: Meta alcançada. Mas, não contei com o fator surpresa, com o inesperado, com a prova final.
Quando tudo parecia resolvido, nas "alturas" encontrei o fator surpresa que depois de uma luta interior, resolvir parar e pensar. Foi quando tudo que parecia certo ficou incerto e o incerto começou a parecer certo.
Não sei por quanto tempo a dúvida me fará refém. Mas, sei que quando ela aparece é sinal para pensar e não fazer nada, não tomar nenhuma atitude, simplesmente pensar muito bem sobre as escolhas que faremos a seguir.
Corri bastante. Mas na reta final, antes da linha de chegada fui parada por algo que não esperava. Pega de surpresa, me dei um tempo, afim de analisar questões que havia passado por mim despercebidas.
Não sei quanto tempo será preciso para entender o novo, o inesperado, esse fator surpresa. Também não sei se é algo que tenha que ser entendido ou de repente vivido.
Vamos aguardar...
Beijos
Lud Figueira
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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