“Acho que estava procurando um defeito, algo que pudesse me fazer desistir de ver você, ficar com você. Algo que me fizesse desistir dos seus beijos intermináveis e descontrolados cheios de palavras ocultas. Até achei uma desculpa, algo um tanto óbvio, um motivo plausível para nunca mais vê-lo. Mas, pensando melhor no decorrer do momento, percebi que de repente o 'certo' pode ser fazer o 'errado'...”
(Arquivo Lud Figueira)
Partindo do princípio que ninguém quer ‘machucar’ ninguém, entramos num dramático mundo das dúvidas sobre o que fazer. Mas aí, vem um ‘ser’ e abre um sorrisão tranqüilo e pergunta: --Do que você tem medo?
Tenho medo da solidão do amanhã.
Esse risco todos nós temos que correr. Mas acionei o freio de mão por medida de segurança. Assinei a carteira de trabalho do outro deixando claro que pela frente havia o prazo de experiência, aquele que, se der ‘tudo certo’, ele pode ser prorrogado... Mas eu confesso que assinei. Contrariando o ‘certo’... Será?
A surpresa em ações, a falta de jogo, a curiosidade pelas palavras do outro, a diferença de emoções emitidas em cada beijo, a freqüência solicitada e atendida, me fizeram lembrar de algo que sempre disse: Quem quer realmente, dá um jeito, faz e acontece.
Isso pesou. Não ter uma rotina de assalariada, me tornou inimiga das horas e fez com que todos os dias da semana tivessem cara de final de semana. Pois não é que no meio de trabalho, coisas a fazer, compromissos importantes, o outro criou um tempinho?
Pode parecer normal, no mundo das pessoas que não jogam e acreditam que vida pessoal é tão importante quanto à profissional, por isso, esse ‘tempo’ ao outro existe. O que acho incrível nos dias onde o egoísmo e a individualidade dominam.
De repente tudo não passe de dias. De repente tudo deixe de existir
Temos que aprender a dar valor aos momentos e parar de perder tanto tempo pensando em problemas que na verdade ainda não existem e que também podem vir a não existir... Válido pensar nisso.
Dedico esse texto a você: Que permite que o ‘medo’, torne-a prisioneira.
Beijos
@ludfigueira
3 comentários:
Contrariando um pouco você Lud, eu acho que é valido ponderar certas problematizações sem elas ao menos existirem. Ainda mais se a sua conduta pode a vir acarretar tais conseqüências. Não é perde de tempo ponderar, mas sim uma "preocupação desnecessária" que todos tem.
"Viver é administrar conseqüências" (uma de minhas frases favoritas)
Viver os momentos, sem entregar de corpo e alma, pular de cabeça e todas essas expressões que exemplificam emoção extrema são validos, mas é válido ponderar.
Em relação ao tempo "ao outro"? Bom, isso é vital. O ser humano não é uma ilha, não vive só. Portanto o "outro" sempre merecerá um tempo.
Gostei da parte em que você diz; "Temos que aprender a dar valor aos momentos e parar de perder tanto tempo pensando em problemas que na verdade ainda não existem". Talvez assim a neurose das dúvidas dê lugar a uma cervejinha num bar com os amigos.
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