Olá,
Me chamo Paula, Luciana, Andreia, Samanta... Sou eu, sou você, sou "Ela". Fui traída. Nunca traí, mas já fui a outra. E ambas as partes, são doloridas de serem vividas.
Em todas, deixei ir. Mas essa "sabedoria" de amor não ser prisão, foi aprendida com o tempo. Já aceitei o que o outro podia me dar, porque me coloquei na posição de receber pouco por achar que tê-lo por perto já era muito. Já me coloquei na posição de aceitar metades para me completar, ao invés de me sentir inteira. Já me senti vítima de um relacionamento, por me colocar no papel de "coitadinha". Já pensei que jamais encontraria outro amor, que jamais seria amada outra vez, por achar que "Ele" era a última bolacha do pacote. Já sofri abuso moral e sexual por medo de perder o outro, por medo de ficar sozinha. Mal sabia, que já estava sozinha naquela "relação". Mas, não tenho filhos. E, não sei ao que me sujeitaria se tivesse um filho, uma ligação eterna, com "aquele" que não me ama mais.
Talvez tentasse, me sujeitasse a muitas coisas mais. Talvez virasse pó. Talvez me revoltasse. Talvez usasse um filho para tê-lo por perto. Quem condenaria uma mulher que pauta suas ações pelo "bem da família"?
Mas, com a cabeça e com o coração de quem experimentou o amor leve, o amor genuíno, o deixasse ir. Por não mais ver o amor associado a dor, o amor como prisão e, sim, o amor sendo livre. E o mais importante: Todos nós, sem exceção, merecemos o amor inteiro. Porque somos inteiros. E, tudo isso aprendemos quando começamos a nos amar. E, ao nos amar, sabemos o que devemos receber.
"Sacrifícios" para se manter algo, fazemos quando existe amor. Quando o amor acaba, o "sacrifício" que devemos fazer é o de lutar para não sermos consumidos pela dor do fim de uma história.
Alguns amores acabam, outros se transformam e outros nem sequer foram amor.
Filho é amor. Não âncora.
Paula, Luciana, Andreia, Samanta, eu, você ou Ela, somos amor. Não somos âncoras. Somos seres individuais, livres que temos a opção de escolher com quem queremos compartilhar a nossa liberdade.
Escolha a verdade, mesmo que essa, seja insuportável.
Fazendo Arte
@ludfigueira
sábado, 4 de janeiro de 2020
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