Frio = cama = sono = comida = preguiça.
Você acorda se arrastando, passa o dia que nem um “zumbi” e apesar de ter mil coisas para fazer, você por nem saber por onde começar joga tudo para o alto e se rende a preguiça. Sem contar que a sua vida pessoal parece que passou um “Tsunami”, o que ajuda a permanecer na cama e não querer levantar tão cedo.
Que dia! Aí você coloca culpa no dia da semana (segunda-feira), começa a sentir pena de você (ah! Coitadinha de mim! Como eu sofro!), fica sensível, passa o dia todo com aquele seu moletom de “guerra” (seu companheiro em todos os momentos de frio intenso), desliga seu celular, fica deprimida ao ver que a única pessoa que visitou seu orkut foi a sua melhor amiga (que ligou para você de manhã e viu que as coisas não estavam muito bem), seu msn deixa você mais para baixo (ao ver que suas expectativas de uma possível alteração em seus batimentos não acontecerá), simplesmente um daqueles dias que o ânimo faltou, o frio invadiu o coração, o corpo não obedeceu e a mente ficou perdida em momentos esquecidos.
Mas você não pode se render; então você vai à faculdade. Acorda com aquela dificuldade, e vai. Ao chegar, adivinha: O professor faltou. Tudo bem, você não joga mil pragas para o professor e nem fala mil palavrões ao lembrar que algo dizia para você não largar seu edredom.
Você encontra um amigo e começam a conversar. Adivinha sobre o quê? Relacionamentos. Quando você percebe, quem está desabafando é você! De repente uma frase do seu amigo lhe chama atenção:- “As pessoas não querem solidão, mas se acovardam para um compromisso”. Realmente. Depois dessa frase você acaba com todos seus sonhos e desaba numa profunda depressão pois infelizmente é a mais pura verdade a maldita frase. Aquele papo de não desanimar, manter o pensamento positivo, deixar rolar, saber esperar, não ser ansiosa, parecem longe de serem alcançados. Pelo menos por hoje, não vai dar.
Tudo bem, você volta para casa. Passa numa banca e compra uma revista para levantar seu astral (Afinal, mulheres em dias como esse não resistem a novidades femininas). Você começa a se distrair quando depara com um texto que fala sobre a solidão, a falta de romantismo, sobre relações superficiais. Pronto! Você se rende e começa a chorar em pleno metrô.
Ao chegar em casa, parece que todos resolveram estar de mau-humor. Sua mãe(que há dias está louca para pegá-la para uma conversa “daquelas”) resolve tirar o dia para dar aquele sermão de horas. Você resolve não falar nada, não se manifestar e nem gritar por sua inocência. Sua mãe sai e entra sua irmã, que parece andar com o “capeta” do lado! A pilha nunca acaba. Você desiste e volta para o lugar do qual você não deveria ter saído de manhã: Sua cama!
Acorda se sentindo pior. Você recorre à geladeira e começa a comer compulsivamente. Mas de nada adianta. E agora você tem mais um problema: o peso de ter comido “porcarias demais”. Você resolve voltar para cama e tentar dormir mais para desta vez só acordar no dia seguinte, se consolando e mantendo um fio de esperança num amanhã melhor.
Nada como um dia após o outro.
Beijos
Lud Figueira
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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