sábado, 20 de setembro de 2008

O número chamado encontra-se desligado ou é inexistente.

Fora do ar.

Colocando pensamentos em ordem, fazendo uma faxina e eliminando o que não faz bem.

Arrumando papéis, organizando-os, relembrando palavras ditas e prestando atenção aos fatos que se seguiram e em atos concretos. Conclusão: Preciso sair...

Podem dizer que isso é uma defesa, é porque quero fugir, não quero encarar. Podem dizer que sou pessimista, ansiosa e estou tirando conclusões precipitadas, não me importa mais.

Realmente eu estou pedindo para sair, estou entregando o jogo, saindo de cena, desistindo.

É isso.Talvez porque eu seja assim: Intensa demais, apaixonada demais, amante demais, insaciável demais, falante demais, gulosa demais... Acaba que eu, penso demais.

Sim. Estou falando de um flerte, talvez alguns encontros, talvez de João e Maria. De repente até de um envolvimento artístico. Que seja.

Estou deixando a tela em branco para quem queira se aventurar.

Esse capítulo eu não vou mais escrever. A pauta dessa matéria caiu. As idéias se perderam. E a culpa de tudo foi do "travesseiro". Imaginem só: Um travesseiro me abriu os olhos para algo que nunca havia percebido: Tenho medo de relacionamentos.

Dessa vez foi o travesseiro, mas outras vezes podem ter sido obstáculos, barreiras, que coloquei sem prestar atenção.

Fiquei confusa. É, mais confusa. Olha como somatizamos as coisas: Acordei me sentindo a pessoa mais fria do mundo. Que contradição: Eu, a pessoa que mais acredita no amor, em relacionamentos, que sempre tem uma palavra amiga para as horas complicadas, é a pessoa que quando tinha que falar, permaneceu num silêncio profundo, numa frieza assustadora, deixando o outro recitar sozinho seu monólogo.

Mas depois vi que não era nada disso. Que minha postura foi normal, que tudo ocorreu perfeitamente bem, e que foi apenas uma saudade momentânea, foi apenas um teste, foi apenas um encontro para se entender o que estava acontecendo platônicamente entre duas pessoas.

Descobriu-se que não era nada daquilo que pudesse ter sido imaginado. Foi um começo de vontade que se perdeu no meio de tanto espaço, tempo, frio.

Foi uma voz. Que envolveu um artista, lhe inspirou em algumas telas, mas logo se revelou comum a outras. Perdeu-se a graça.

Relaxou. Agora o mar está calmo. As ondas se foram e voltamos a rotina.


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João conquistará novas ondas, com seu jeito único, seu olhar cativante, seus mistérios, seus silêncios, seus espaços, seus carinhos e seu jeito romântico.
Maria, continuará buscando papéis em branco para escrever novas histórias.




Beijos

Lud Figueira

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