quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Regra número 1: Seja sempre sincera

Tem algo que eu não sei sobre relacionamentos. Não sei o que é se sentir bem sendo solteiro depois de um bom tempo namorando. Sei que para os homens, ser solteiro no Rio de Janeiro principalmente nos dias de hoje, deve ser a melhor "parada": Festas, boa música, belas mulheres e ainda por cima uma cidade bem bonita como cenário.

Eu vejo a alegria nos olhos ao falar de festas, mulheres, vejo a felicidade que "eles" sentem ao estarem vivendo de repente, a melhor fase da vida deles. Não sei o que é isso, gostaria de ter essa alegria nos olhos, esse desapego, essa disposição, essa administração da grande quantidade de pessoas que passam pela vida deles.

Eles possuem um controle inacreditável. Possuem um radar que avisa quando "eles" podem correr o risco de se apaixonarem. São bem focados, bem racionais, e não saem da rota planejada por nada.

Eu fico tão desanimada com essas coisas, tão sem palavras. Como assim? não se apaixonarem? Por quê? Que jeito estranho de viver... Como é bom se apaixonar, se permitir gostar de alguém, querer aquela pessoa, fazer amor, beijar, porque tem que ser sempre esse jogo, essa "marra", essa mania de deixar morrer coisas que podem ser tão boas? Assim não se tem tempo de gostar de ninguém, quando se começa a pensar em uma, já se esta com outra e assim por diante...

Colecionar momentos... Carinhos, beijos, sintonia que será esquecida ao acordar, ao ver outros olhos, outra boca...

É uma coisa horrível, chata de verdade, sair com alguém e se bloquear para não sentir nada. Você acaba que não curte aquele momento, porque sabe que não vai dar em nada, que é aquilo e ponto final, que "parada" previsível, sem valor...

É tão maravilhoso quando você sai com alguém e chega em casa com aquele sorrisão no rosto, cai na cama e fica relembrando os melhores momentos da noite, as conversas, os carinhos, os beijos, os olhares, tudo nos mínimos detalhes, curte aquela ansiedade pensando no próximo encontro, na próxima ligação! No dia seguinte reúne as amigas para tomar um chopp e contar sobre sua noite, relembra mais uma vez aquele momento super bacana, isso é tão gostoso! Porque tem que ser desse jeito frio, com hora para começar e terminar. Porque temos que chegar em casa e pensar:-" Relaxou, foi só um momento, de repente pode ser que aconteça outro, como não, vou focar no dia de amanhã, nas coisas que eu tenho que fazer, vou pensar na minha saída de sexta, na minha festa de sábado, no cara da praia, no cara da faculdade, no trabalho amanhã...." Que coisa estranha! Desapego total! É muito auto controle, é muita disciplina, é muita vontade.

Viver pela metade, sentir pela metade, estar com o outro pela metade. Como assim a mulher sabe que o cara não quer nada, mas continua saindo com ele só para ela ver até onde vai agüentar ir sem se apaixonar, pois se ela vir a se apaixonar, acontece uma deliberação entre os dois e ela" pula fora" da relação. Pois, o cara em questão já deixou claro que é só um momento, uma curtição, sem essa de "romance". Como "eles" conseguem separar tão bem essas coisas?

Como não se render ao momento aparentemente tão perfeito?Como não pensar...

Pois digo que, na boa, é impossível. Tenho certeza que eles só conseguem separar bem essas coisas do coração, quando realmente o encontro nada significou, porque, se for um encontro irado, eles até podem colocar uma "marra" e tal, mas por dentro ficaram "amarradões" e com medo de se permitirem gostar, acabam saindo com outra, outra, outra e assim por diante.

Mas, o que fazer? Relaxouuuu, risos.
É o que se tem a fazer: RELAXAR


Beijos
Lud Figueira

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