Ainda sinto o cheiro da esbórnia. O Red Bull não me deixou dormir, a ressaca veio sem piedade, e a lembrança do que aconteceu não me deixa seguir.
Desapareci e topei qualquer buraco, qualquer lugar em que você não estivesse. Sou tola e apaixonada, não consegui trocar beijos, não consegui falar com ninguém, não consegui esquecê-lo num copo de álcool. Quando passei para outro plano astral, uma alma amiga me chamou à realidade e contou-me uma cena, uma cena que você protagonizou ao lado de outra, em outro lugar, naquela mesma noite em que meu coração prevendo tristezas, já tratava de esquecê-lo.
Nas cenas que se seguiram, mostrei minha falta de palavra, minha fraqueza, ao não saber falar Não. Entrei num ciclo vicioso e não sei como sair, não sei entender o que acontece, não consigo mais disfarçar minha decepção com a nova face mostrada.
Quem é você?
Porque enganas com suas palavras bonitas, seu olhar cativante, seu jeito sedutor?
Porque fala coisas na hora, na magia do momento, e depois some, desaparece, faz com que aquele momento tenha sido sem valor, vazio?
Porque?
Complicado sair daquele encontro de olhares, daquela boca se aproximando de outra boca, e não se envolver, e não se entregar. Mas há palavras ditas, conversas ao pé do ouvido, que são uma espécie de música constantemente na tecla para repetir, que nunca esquecemos, e são aquelas faladas pelo outro sem pensar; pois as próximas atitudes não combinam com as palavras trocadas, com o momento que se viveu, se guardou.
O próximo passo, é continuarmos trabalhando para tornar nosso coração uma pedra, comprar um escudo contra as palavras mentirosas, os momentos superficiais e saber dizer NÃO.
Pensar antes de falar evita decepções futuras.
Beijos
Lud Figueira
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