domingo, 12 de abril de 2009

Ultimo Romance

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
e ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é quem sabe pequena
ah vai me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..
eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar
ah vai me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora eu pego carona
pra te acompanhar

Los Hermanos

Beijos
Lud Figueira

quinta-feira, 26 de março de 2009

Amenidades

Leitores queridos,

Realmente comigo aqui na Irlanda o blog deu uma parada. Ate porque aqui é tudo muito diferente, cada dia uma emoção, uma sensação diferente, além do mais nem sempre estou perto de um computador. Isso providenciarei em breve, mas enquanto isso, fica difícil saber quando terei textos novos e interessantes.

Estou fazendo muitas anotações, pois aqui é tudo muito intenso, os relacionamentos terminam e começam de uma forma assustadora! As pessoas ficam muito carentes, acabam se entregando, criando uma intimidade de apenas horas!

Nao me esqueçam, mas estou passando por um periodo muito complicado de adaptação. Assim que passar esse periodo, prometo textos maravilhosos!!!!

Muitos beijos

Lud Figueira

quarta-feira, 11 de março de 2009

O silêncio das palavras

Algo que causa medo e impotência, causa ansiedade, causa frio e calor ao mesmo tempo, me refiro ao olhar, ao olhar que domina e manipula, ao olhar que vale mais do que mil palavras e deixa você sem fala, sem reação...

Diante desse fato, nos sentimos acuados. Pois qualquer movimento errado, qualquer passo errado, colocamos tudo a perder. O objetivo é o oposto; ganhar as palavras não ditas, os carinhos implícitos, viver as emoções contidas, se jogar, se aventurar nas desventuras que se desconhece.

Sentir o toque de cada palavra dita, sentir a emoção tomando conta do seu corpo, o início da faísca, o despertar do vulcão que dorme dentro de cada um, que dorme, que apenas dorme...

O olhar que percorre cada movimento, cada parte do corpo, o olhar que nos incomoda pela audácia, pela fúria, pelo jeito como nos desconstrói, como nos revela, como tira nossas máscaras e nos deixa nus, sem segredos, de cara a cara com o perigo.

A respiração fica ofegante, os batimentos aceleram, as mãos frias começam a transpirar, seu corpo rígido se entrega, o calor espanta o frio, a pele se conecta com a outra que pede mais, mais e mais e o olhar, ah! o olhar perde a fala, e se mistura na cena dos corpos dançantes, na orquestra dos beijos sincronizados, no toque forte das mãos...

Inebriada pelo momento, com sede do mais, com fome pelo o que ainda estar por vir.


Beijos

Lud Figueira

quarta-feira, 4 de março de 2009

Um Beijo e Tchau !

Ainda não caiu a ficha, mas o fato é que amanhã é meu último dia aqui no Brasil. Morar fora deve ser uma experiência alucinante, mas que dá um frio na barriga, isso dá. Ainda mais para alguém como eu, extremamente apegada aos amigos, aos meu avós, ao meu lugar...
Nunca achei que fosse fazer uma loucura dessas. Sempre achei que iria conhecer todos os lugares de repente numa trip com amigos ou com um amor, sei lá... Mas nunca sozinha. Cheguei a conclusão que agora era o momento de fazer essa viagem, uma vez que nada me prende ao Brasil; após me formar entrei forte nessa deliberação de fazer um curso fora. Agora, faltando um dia para eu ir embora, estou com medo e já estou com saudades daqui.

Janeiro, fevereiro e esse pequeno começo de março foram bem agitados. Fiz tudo que queria e não queria antes de viajar, encontrei quem eu queria e quem não queria, chorei, gritei, dançei, dei altas gargalhadas, gostei, detestei, vivi em constante turbilhão de emoções, sustos, surpresas, momentos que não voltarão, únicos, que não tem preço.

Quando achei que já havia passado por tudo, meu coração novamente foi surpreendido. Algumas olhadas, algumas palavras trocadas, beijos descompensados, calor, frio, um momento, um mistério, um desejo, e pronto: Lá estava eu, rendida, nos 42 minutos do segundo tempo, sem saber o que fazer. Mas fui lá, intensa, insana, ansiosa e teimosa. Paguei pra ver.

Logo percebi que dessa vez era diferente. Simplesmente alguém imprevisível, longe de se enquadrar em regras femininas ou em conselhos sentimentais. Alguém metade homem, metade animal. Encontros e desencontros típicos de uma colecionadora de momentos, de alguém que vive entre a sorte e o azar.

É isso. Malas prontas e vamos ver no que vai dar.

Beijos
Lud Figueira

obs: O blog vai continuar lá da Irlanda!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Reencontros...

Lindo, perfeito, maravilhoso, tudo de bom e, e ponto final. Um beijo e tchau, até qualquer dia, a gente se esbarra por aí, beijo.

Sempre assim. Não adianta você dizer: " Acabou, nunca mais vou ficar com fulano! Chega! Não quero mais ver beltrano..." Mentira!!! Quando você esbarra com a pessoa, vem de não sei onde aquela tremedeira, aquele frio maldito no estômago, aquela falta de palavras, aquele silêncio terrível, aquele calor... Ah! Aquele calor que não se sabe aonde vai parar, quer dizer, bem que sabemos, mas não damos "o braço a torcer"...

Bom, esse negócio de bloquinho, está ficando complicado... Risos! O último final de semana foi marcado por fortes emoções e já estou ansiosa pelo fim dessas festas! Essas surpresas carnavalescas estão rendendoooooo.

Abaixo um desabafo:

"Foi uma demonstração de carinho. Realmente havia esquecido, havia arquivado tudo, mas não adianta, ver e não querer é impossível. Não sei da onde vem tal sentimento descompensado, acelerado, que me impulsiona, me comove, me manipula. Cada reencontro, marca uma fase, marca um momento, marca meu coração. Atuo, danço conforme a música, tiro-o da saia justa e aproveito cada minuto do momento. Sempre tenho vontade de abrir o jogo, colocar cartas na mesa, mas na vez em que fiz isso, fui muito infeliz. De repente seja melhor assim. De repente, é só assim que chegamos a um denominador comum, de repente é só assim que nos entendemos. De repente esse não falar é a chave dessa loucura, o tempero. É avassalador, sem explicação, uma irresistível tentação".

Beijos

Lud Figueira

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Falando a língua universal

Ação. Emoção. Sedução. Adrenalina. Calor. Arte. Suor. Palavras que estão em falta no mercado. Está tudo muito morno, mais ou menos, sem aquele frio na barriga, sem aquela euforia que não se sabe de onde vem, sem aquela vontade que nos força a fazer as coisas mais insanas, mais loucas e mais deliciosas... Cadê essa sensação? Cadê essa energia? Essa paixão enlouquecida?

Engraçado, nem começou o carnaval e já estou cansada. De repente por ter aproveitado ao máximo as férias de janeiro, e também por não ser muito amiga do carnaval, me sinto desanimada. Ainda mais por carnaval significar uma espécie de "micareta", talvez seja isso que não me atraia muito. Se tratando de carnaval no Rio, é mais ou menos uma noitada só que de manhã, depois da praia, sem desfile de roupas de marca, mas com bebidas e braços masculinos te puxando, beijos roubados, azaração momentânea, momentos sem continuidades, prazer X prazer. Tudo bem. Confesso estar sendo um "pouco" radical, mas é que não consigo esconder a minha falta de encanto, meu desapontamento com a falta de algo mais, com a superficialidade das pessoas, a falta de um amanhã...

São olhares, bocas, camas, tudo sem tesão: Não há verdade, não há tempero, não há coração.

Por exemplo: Ontem na rua eu vi um casal andando de mãos separadas, sem aparentar a menor relação a não ser uma relação de amizade. Pois bem, mas eles estavam tendo alguma coisa, pois na hora em que a menina se despediu dele, eles deram um beijo. Depois conversaram mais um pouquinho, e se despediram novamente, sem a menor intimidade. Fiquei pensando, cadê aquela empolgação? Aquela vontade de ficar junto da pessoa? Que "ficada" fria, sem graça, estranha.... Ninguém se abraça, são beijos de novela- Sem envolvimento, sem sentimento. Bom, depois pensei que cada um tem a relação que melhor lhe agrada, vai ver os dois se comunicam bem assim, cada um no seu quadrado, no seu espaço. De repente sou eu que tenho um tipo de visão diferente das coisas e espere sempre muita emoção, muito calor, muita animação e muita arte.

Não sei muito bem o que está acontecendo, mas acho que a comunicação entre as pessoas está complicada demais. Uns falam francês, outros falam português, outros falam espanhol, outros inglês, e vira tudo uma grande confusão. Mas, o que me anima é saber que no final, todos acabam falando a mesma língua.


Um super beijo,

Lud Figueira

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Portugal X Brasil

Um clássico, sem dúvida. Complicações, substituições, algumas faltas, cartão amarelo, vermelho, o jogo está tenso, nervoso, os torcedores cheios de expectativas, os jogadores com sede de gol, sede de vitória, mas o jogo termina empatado. Claro que, estamos apenas no começo do campeonato, muita bola ainda vai rolar....

Praticamente uma partida de futebol. Rola muito jogo, faltas, impedimentos, e, é claro, muita sede de gol. Talvez um lance, talvez um romance, talvez uma amizade, talvez um encontro.

De repente, essas diferenças entre Brasil e Portugal é o que mais atrai os torcedores: A diferença que atrai, que confunde, que provoca, que domina, que pede mais. Uma batida diferente, mas sempre atrás do mesmo objetivo: Ganhar um jogo, ganhar um momento, ganhar um coração, ganhar, lutar, conseguir...

Portugal é habilidoso, se defende e depois ataca; já o Brasil é ansioso, impulsivo, tem pressa, tem fome, tem sede. Brasil se controla para não fazer uma falta, para não entregar o jogo; Portugal espera, estuda o adversário e preparada a melhor jogada, o melhor ataque.

O Brasil pode entender de futebol, mas do coração, Portugal têm levado a melhor.

Beijos
Lud Figueira

Ela representa todas nós

Ela representa todas nós. E percebeu que não precisa desatar nenhum "nó" porque pode muito bem viver só. Ela confessa que nessa ...