sexta-feira, 13 de junho de 2008

O artista

Idéias, pensamentos, desejos, sendo distribuídos de forma como aparecem em uma tela branca, em uma folha de papel.
Um olhar, um rosto, uma paisagem, uma lembrança, uma conversa, um alguém. Um sentimento diferente. Um detalhe, cores formando a arte da alma, a arte para poucos, a arte onde é preciso sensibilidade para poder ver, sentir...

Só conseguir falar através das palavras escritas. Uma defesa, um refúgio, um segredo, um mundo dividido com poucos, o meu mundo, o nosso mundo.

Procurar resolver questões complicadas no mar, no papel, completamente sozinho: você e a arte.

Porque resistimos tanto?

O vermelho e o Azul se chocam, mas na arte final, o resultado é uma mistura de ousadia e harmonia. Pode dizer que um precisa do outro: Um parece quente, o outro frio, um parece sempre alegre, vivo, o outro se manifesta pouco, ás vezes aparece meio desbotado. É como se o equilíbrio dessas duas cores só fosse possível, com "elas"juntas. Elas podem viver separadas, mas funcionam melhor quando estão unidas.

Não tem limites para o sonho em um pedaço em branco. Tudo se torna possível, tudo entra de acordo, provoca sorrisos e um misto de prazer e alegria. A realização na ponta do lápis, de um pincel...

Por um momento lidei com monstros e fantasmas, sentimentos conturbados, inferno e céu, o bem e o mal, sem derramar nenhuma lágrima, sem sofrer nenhum arranhão, sem sair: Eu e a arte da imaginação, da criatividade, que escreve e apaga, que constrói, que muda, que nasce, e no belo da morte renasce.

Faça acontecer. Não espere. Faça.

O amanhã é longe demais...
Porque amanhã? Se podemos fazer no hoje, agora, nesse instante?
Conversas com palavras trocadas. Pensei uma coisa e disse outra. Desencontros virtuais, reais, irreais.

Beijos

Lud Figueira

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