Não quero conversar, não quero mais falar, quero ao meu lado somente o silêncio. Quero um tempo, mas não quero pensar em nada.
De repente ontem me senti mal. Olhei a minha volta e vi um tempo que para mim já havia passado. Me senti excluída, me senti sobrando, mesmo estando acompanhada. Realmente, isso para mim já passou. Mas sei que para muitos é importante, é o momento, é a fase, a hora de fazer tudo, a hora é agora, ontem essa diferença pesou. De repente parei, e prestei atenção nas pessoas à minha volta: Vi em cada "menina" um pouco dos anos que passaram, reparei em cada uma, vestindo roupas de gente grande, desfilando as melhores marcas, com a maquiagem carregada, seus cabelos alisados, a postura de estar pronta para tudo, elas fazem, elas querem, elas são "ratas", são oferecidas, mas elas não estão nem aí, não respeitam ninguém, elas são mais elas.
De outro lado, "meninos" sedentos pelo clima da noite, aquela ilusão: música, bebida e mulheres. Beijos roubados, danças sensuais, pegar, pegar e pegar muita mulher. Cheguei ao ouvir:- Hoje eu quero uma night suja, vou para guerra. Realmente não tem nada demais, mas não combinou com minha cabeça, com meu momento, com minha idade. claro que gosto de sair para dançar, mas ali, não era meu ambiente, não era a minha turma, infelizmente não era.
Lembrei dos meus 18 anos, do meu primeiro carro, da meu primeiro ano na faculdade, das chopadas, da minha vida de sair de segunda a segunda, de eu ser de todo mundo e de ninguém ao mesmo tempo, de grandes nights, das festas de hiphop no Pier Mauá, no Armazém, nossa... É a melhor fase da vida de uma pessoa, a hora de curtir, de aproveitar tudo, de fazer "merda", de se jogar no mundo é agora, o momento do outro é esse...
Passou. Uma vez ou outra é até legal, mas jamais no ritmo que já foi um dia. Não me senti bem naquele lugar, queria sair correndo, queria voltar para casa, não queria mais olhar para aqueles meninos e meninas que pareciam os atores do seriado Gossip Girl.
Todos tentamos. Mas morremos na praia, pois não deu para segurar a onda.
beijos
Lud Figueira
domingo, 12 de outubro de 2008
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