Foram duas semanas afastada do blog. Morri de saudades, mas tem horas em que precisamos sair de férias, dar uma circulada, mudar de ares.
Semana passada foi meu aniversário. Fazer 25 anos (um quarto de século) me deixou sem ânimo para comemorações. Mas não posso reclamar, foi uma semana bem movimentada: Quem deveria ter ficado se foi; quem havia sumido, voltou; quando não se espera nada de uma noite, à noite te encanta com surpresas...
O domingo chegou e com ele meus milhões de pensamentos. Na verdade andei por um bom tempo perdida, tentando me encontrar nesse mundo de desencontros, nesse mundo cruel e vicioso mundo dos relacionamentos. Andei testando bocas, conhecendo camas, fazendo apostas, experimentando talvez, um novo estilo de vida. Até que resolvi parar.
Em minha cabeça, uma presença constante me perturbava. Resolvi arriscar, talvez recomeçar um jogo do qual eu havia perdido. Deu certo. Fui aceita no jogo e ao chegar no local marcado me surpreendi, me apaixonei, não acreditei, me entreguei ao doce e amargo momento.
Adoro a manhã seguinte. É relembrar momentos de uma noite especial, de algo simples e inesquecível. De beijos perfeitos, arte e suor. Do cheiro da pele, do gosto do beijo, das palavras, dos carinhos, da intimidade momentânea.
Os dias passaram e a lembrança foi aos poucos caindo no esquecimento. De repente não fiquei com pena de mim, não me achei uma coitadinha e assumi para mim mesma: Sou sim uma colecionadora de momentos. Sou sim. De repente senti um alívio estranho, e parei de fazer planos. Parei de esperar. Apenas parei e encarei meu fantasma de frente.
Descobri o que gosto. Descobri o que quero. Não preciso mais ficar procurando ou me expondo em algum evento por aí. Não participo de disputas, odeio jogos de ciúmes, e se não valer a pena, abandono o jogo antes do final.
Foi uma semana longa. Mas não poderia ter começado de uma maneira tão curiosa como começou. Estou feliz por ter arriscado. Não me sinto voltando para o antes, para o igual. Sei que posso perder novamente, mas entrar de novo no jogo valeu à pena.
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Assisti á um filme muito bom: “P.s: Eu te amo”- Fui às lágrimas, mas valeu à pena.
O filme mostra o verdadeiro sentido da palavra AMOR. É uma lição sobre o mundo dos relacionamentos, faz com que todos parem e pensem sobre coisas que realmente fazem sentido, de repente começamos a achar tudo muito vazio e sem cor e vemos que estamos compactuando para esse mundo de desamor e de ilusão.
Beijos
Lud Figueira
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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