terça-feira, 17 de julho de 2018

Tudo que vejo

Vejo arte e poesia num muro abandonado. Vejo no silêncio uma sabedoria curável. Vejo no leva e traz das ondas do mar, conforto. Vejo entrega no abraço. Vejo luz mesmo na escuridão. Vejo amor em poucas palavras. Vejo verdade em almas. Vejo sede de viver no olhar. Vejo lágrimas contando histórias. Vejo portas fechando e janelas se abrindo. Vejo ombro amigo por onde passo. Vejo seres de muita luz ao meu redor. Vejo sorrisos de gratidão. Vejo coração apertado de saudade. Vejo amor em comentários de rede social. Vejo liberdade na prisão do virtual. Vejo encontro de almas em bar. Vejo amizade numa tarde de sol. Vejo sorrisos por todo caminho. Vejo o sol mesmo em dias nublados. Vejo a chuva como um "equilibrar das coisas". Vejo muita criatividade na maluquice que é viver. Vejo esperança em mudanças. Vejo numa folha branca um milhão de possibilidades. Vejo sonhos se tornando realidade. Vejo começos. 

Vejo o melhor dos mundos, pois a maioria das pessoas já vê o "feio" para você.

Nos dias tristes, quando a angústia aperta o peito, quando a dor é insuportável, vejo superação. Quando o medo da solidão chega sem avisar, deixo-o entrar para ver até onde posso me conhecer. Quando a decepção me acha, vejo perdão. Quando me exponho, procuro ver os abraços e não os julgamentos. 

Para ver o lado belo, precisa ver o feio. Para ser feliz, precisa ver a tristeza. Só assim paramos de gastar tempo observando apenas o ruim. E darmos valor ao que realmente importa.


O que você vê?

Beijos
@ludfigueira

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